sexta-feira, 9 de março de 2012

Tablet de menos de 1kg vira caderno, livro e apostila de alunos (http://www.fenainfo.org.br) Fenainfo

Samuel Silva, de 15 anos, do Colégio Batista Mineiro, em Belo Horizonte, usa seu iPad em sala de aula (Foto: Raquel Nascimento/Arquivo Pessoal)Samuel Silva, de 15 anos, começou a testar o
uso do seu iPad em colégio de Belo Horizonte.
(Foto: Raquel Nascimento/Arquivo Pessoal
)
A extensa lista de material escolar no início do ano letivo está sendo substituída por um único item. No lugar da mochila abarrotada de livros, cadernos e lápis, um computador portátil de menos de 1 kg reúne todas as necessidades do aluno e começa a fazer parte do ambiente escolar. É uma das mudanças proporcionadas pela revolução dos tablets, formato que promete substituir a maioria dos notebooks e desktops nos próximos anos.
“A minha ideia é usar o iPad para fazer anotações e substituir o caderno. Acho a minha letra muito feia, nem eu entendo, às vezes”, conta Samuel Silva, de 15 anos, que está no 2º ano do Ensino Médio do Colégio Batista Mineiro, em Belo Horizonte (MG). "Para as aulas de Física e Matemática, vou comprar um caderno tradicional, já que fica muito ruim fazer gráficos usando o dedo", disse Samuel, que comprou o iPad no dia do lançamento do tablet da Apple no Brasil, em dezembro.
“Em 2010, eu já usava o iPhone para a minha organização escolar. Não uso agenda há dois anos. Pretendo substituir os livros de literatura pelo iPad também”, conta o estudante, que está lendo “1984”, de George Orwell, no tablet. Agora, Samuel busca a autorização da coordenadora da escola para usar o equipamento em aula. "No primeiro dia, alguns professores não se importaram que eu estava usando o iPad. Já outros me perguntaram se eu tinha autorização".
Apostila em forma de tablet
A iniciativa de trocar os pesados livros pelo equipamento não nasce apenas dos estudantes. Instituições no Brasil estão buscando adaptar os seus padrões de ensino com as novas tecnologias. A partir de agosto, o grupo Estácio vai distribuir aos alunos do curso de Direito do Rio de Janeiro e do Espírito Santos tablets que rodam o sistema operacional Android. Cerca de 5,5 mil estudantes irão trocar as apostilas e o material didático pelo aparelho, que poderá ficar com o aluno depois que ele se formar.

“Estamos trocando o custo da impressão e despacho da apostila pelo tablet"
Pedro Graça, diretor de mercado da Estácio.
“Estamos trocando um custo pelo outro. Trocaremos a despesa de impressão e despacho, pelo tablet. Por isso, não haverá aumento na mensalidade. A ideia é que isso chegue a todos os cursos. O Direito será um projeto-piloto”, explica Pedro Graça, diretor de mercado da Estácio.
Como o tablet será emprestado ao aluno, a instituição está negociando um seguro para o aparelho, caso for roubado. “Se o aluno perder o tablet, ele terá que restituir a Estácio, mas o preço será o mesmo que compramos”, disse Graça.
Em Campinas, todos os alunos do curso pré-vestibular do Colégio Integral serão presenteados com um iPad no início das aulas em março. A instituição está trocando as apostilas do curso pelo tablet da Apple. “No final, os alunos poderão ficar com o aparelho para usá-lo na faculdade”, conta Ricardo Falco, diretor do Colégio Integral na unidade de Cambuí.
“O tablet facilita o acesso à informação, a interatividade e vai tornar as aulas mais dinâmicas. Todo o material didático, os livros, os jornais e revistas poderão ser encontrados no tablet”, completa Falco. As apostilas do cursinho serão disponibilizadas aos alunos em formato PDF. "Vamos restringir o acesso a rede sociais e a sites que não estejam relacionados às aulas. Por isso, optamos pela versão apenas com conexão wi-fi".
No caso do Colégio Integral, a mensalidade do curso vai aumentar de R$ 1 mil mensais para R$ 1,5 mil. Mas Falco explica que o iPad não foi a única razão para o aumento. “Estamos lançando um novo formato de curso pré-vestibular, com atendimento mais personalizado e turmas menores”.
Material digital da Pearson para tablet (Foto: Divulgação)A Pearson criou um material exclusivo
para o uso digital. (Foto: Divulgação)
Conteúdo adaptado
“O custo do equipamento, a conexão de rede e a formação do professor são os três principais desafios do projeto digital como um todo”, explica Tadeu Terra, diretor-geral de material digital da Pearson, que levará, em parceria com o SEB (Sistema Educacional Brasileiro), 15 mil tablets a adolescentes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de 18 escolas do Brasil a partir de abril. “Desde 2009, desenvolvemos um projeto que possa atender essas três prioridades”, completou. Os colégios beneficiados com os tablets reúnem os sistemas COC, Pueri Domus e Dom Bosco.

Segundo Tadeu, não adianta levar o tablet ao aluno se todas as funções do equipamento não são aproveitadas. “No projeto da Pearson, tentamos integrar toda a parte digital, como vídeos, infográficos, interatividade, animações e exercícios colaborativos para que o aluno use o computador de forma plena, e não apenas lendo em PDF”.
O material já era utilizado por alunos no notebook e, a partir de abril, chegará aos estudantes por meio do tablet. “Esse sistema visa potencializar as funções do equipamento em sala de aula”. Em 2012, a Pearson planeja oferecer os tablets para todas as séries dos colégios parceiros. 
Professor Carlos Alberto Goebel Pegolo, da Universidade São Judas Tadeu, usa iPad em aula (Foto: Divulgação)Professor Carlos Alberto Pegolo usa seu iPad
no laboratório de automação. (Foto: Divulgação)
“As escolas terem tablet é um processo irreversível, pois ele é a mídia do futuro”, disse Chaim Zaher, diretor-presidente do SEB. "Em três anos, em torno de 65 mil alunos do SEB terão o equipamento", prevê. Em 2010, Zaher viajou à China para avaliar o melhor aparelho a ser adquirido pelos colégios. Alunos do ensino à distância da Universidade do SEB também receberão os tablets em abril para ajudar nos estudos em casa.
Professor também usa
Se o tablet ainda não chegou às instituições, professores levam o seu próprio aparelho para modernizar as explicações em aula. É o caso do professor Carlos Alberto Goebel Pegolo, da Universidade São Judas Tadeu. “Eu fiz algumas experiências com o meu iPad durante 2010. O tablet oferece uma maior mobilidade ao professor em aula”, conta.

Pegolo usou o aparelho durante as aulas no laboratório de automação. “Quando eu passava de mesa em mesa para ver as experiências dos alunos, o iPad me ajudava para complementar e corrigir os trabalhos ao puxar um vídeo da internet ou mostrar uma figura. Em vez de usar um caderno para rabiscar, eu usava o tablet”, explica.
Brasileiro usou iPad em curso na Suíça (Foto: Divulgação)Curso que Alexandre fez na Suíça disponibilizou
todo o material no iPad. (Foto: Divulgação)
Antes de chegar ao Brasil
Em 2010, um brasileiro experimentou ter a apostila disponibilizada em forma de iPad em uma universidade na Suíça. Em junho, Alexandre Franca Lima, executivo da Petrobras, participou de um curso de uma semana que, tradicionalmente, oferecia uma pasta enorme com todo o material em papel.

“Minha mulher participou do mesmo curso em 2008 e ela tinha que carregar uma apostila enorme, que acumulava o conteúdo de toda a semana”, conta Alexandre. A turma de cerca de 400 pessoas fez o primeiro teste com o iPad no ano passado. “Eu achei fantástico. Eu nunca tinha usado um e, para mim, foi facílimo”, conta.
“Além de eliminar o peso das apostilas, o campus da universidade tinha quatro prédios e cada aula era em uma sala diferente. A gente usava o Google Maps do tablet para buscar onde seria o próximo seminário. E, enquanto o professor nos mostrava o conteúdo no datashow, podíamos acessá-lo pelo iPad”. Como as turmas do curso não eram fixas, Alexandre também conta que o iPad facilitou a comunicação entre os alunos, que vinham de diversas partes do mundo.
Aplicativo The Elements para iPad (Foto: Reprodução)Aplicativo The Elements é uma tabela periódica
interativa para iPad. (Foto: Reprodução)
Aplicativos feitos para a aula
A loja de aplicativos da Apple disponibiliza ferramentas desenvolvidas especialmente para a sala de aula, como o “
The Elements", uma tabela periódica animada. “Esse é um dos aplicativos que planejo usar para a aula de Química”, conta Samuel. O app pode ser comprado por US$ 14 e possui versão apenas em inglês.

Outra opção é o “
Humman Body Encyclopedia D”, que custa US$ 1. O aplicativo ajuda os alunos a memorizar as partes do corpo humano e o nome dos órgãos. Como está disponível apenas em inglês, o app também pode ser usado para praticar o idioma.
O “iStudiez Pro”, aplicativo para organizar tarefas e horários das aulas, tem versão em português e é vendido por US$ 3. E o “Flashcards Deluxe” auxilia na criação de cartões de estudo que ajudam na memorização de aulas. Também só está disponível em inglês e custa US$ 4.

A loja de aplicativos para o sistema operacional do Google, Android, que roda no Galaxy Tab, da Samsung, também possui ferramentas para a educação. Confira no site
Android Market.

Laura Brentano Do G1, em São Paulo(http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/02/tablet-de-menos-de-1kg-vira-caderno-livro-e-apostila-de-alunos-no-brasil.html)

Tablet de menos de 1kg vira caderno, livro e apostila de alunos (http://www.fenainfo.org.br) Fenainfo

Samuel Silva, de 15 anos, do Colégio Batista Mineiro, em Belo Horizonte, usa seu iPad em sala de aula (Foto: Raquel Nascimento/Arquivo Pessoal)Samuel Silva, de 15 anos, começou a testar o
uso do seu iPad em colégio de Belo Horizonte.
(Foto: Raquel Nascimento/Arquivo Pessoal
)
A extensa lista de material escolar no início do ano letivo está sendo substituída por um único item. No lugar da mochila abarrotada de livros, cadernos e lápis, um computador portátil de menos de 1 kg reúne todas as necessidades do aluno e começa a fazer parte do ambiente escolar. É uma das mudanças proporcionadas pela revolução dos tablets, formato que promete substituir a maioria dos notebooks e desktops nos próximos anos.
“A minha ideia é usar o iPad para fazer anotações e substituir o caderno. Acho a minha letra muito feia, nem eu entendo, às vezes”, conta Samuel Silva, de 15 anos, que está no 2º ano do Ensino Médio do Colégio Batista Mineiro, em Belo Horizonte (MG). "Para as aulas de Física e Matemática, vou comprar um caderno tradicional, já que fica muito ruim fazer gráficos usando o dedo", disse Samuel, que comprou o iPad no dia do lançamento do tablet da Apple no Brasil, em dezembro.
“Em 2010, eu já usava o iPhone para a minha organização escolar. Não uso agenda há dois anos. Pretendo substituir os livros de literatura pelo iPad também”, conta o estudante, que está lendo “1984”, de George Orwell, no tablet. Agora, Samuel busca a autorização da coordenadora da escola para usar o equipamento em aula. "No primeiro dia, alguns professores não se importaram que eu estava usando o iPad. Já outros me perguntaram se eu tinha autorização".
Apostila em forma de tablet
A iniciativa de trocar os pesados livros pelo equipamento não nasce apenas dos estudantes. Instituições no Brasil estão buscando adaptar os seus padrões de ensino com as novas tecnologias. A partir de agosto, o grupo Estácio vai distribuir aos alunos do curso de Direito do Rio de Janeiro e do Espírito Santos tablets que rodam o sistema operacional Android. Cerca de 5,5 mil estudantes irão trocar as apostilas e o material didático pelo aparelho, que poderá ficar com o aluno depois que ele se formar.

“Estamos trocando o custo da impressão e despacho da apostila pelo tablet"
Pedro Graça, diretor de mercado da Estácio.
“Estamos trocando um custo pelo outro. Trocaremos a despesa de impressão e despacho, pelo tablet. Por isso, não haverá aumento na mensalidade. A ideia é que isso chegue a todos os cursos. O Direito será um projeto-piloto”, explica Pedro Graça, diretor de mercado da Estácio.
Como o tablet será emprestado ao aluno, a instituição está negociando um seguro para o aparelho, caso for roubado. “Se o aluno perder o tablet, ele terá que restituir a Estácio, mas o preço será o mesmo que compramos”, disse Graça.
Em Campinas, todos os alunos do curso pré-vestibular do Colégio Integral serão presenteados com um iPad no início das aulas em março. A instituição está trocando as apostilas do curso pelo tablet da Apple. “No final, os alunos poderão ficar com o aparelho para usá-lo na faculdade”, conta Ricardo Falco, diretor do Colégio Integral na unidade de Cambuí.
“O tablet facilita o acesso à informação, a interatividade e vai tornar as aulas mais dinâmicas. Todo o material didático, os livros, os jornais e revistas poderão ser encontrados no tablet”, completa Falco. As apostilas do cursinho serão disponibilizadas aos alunos em formato PDF. "Vamos restringir o acesso a rede sociais e a sites que não estejam relacionados às aulas. Por isso, optamos pela versão apenas com conexão wi-fi".
No caso do Colégio Integral, a mensalidade do curso vai aumentar de R$ 1 mil mensais para R$ 1,5 mil. Mas Falco explica que o iPad não foi a única razão para o aumento. “Estamos lançando um novo formato de curso pré-vestibular, com atendimento mais personalizado e turmas menores”.
Material digital da Pearson para tablet (Foto: Divulgação)A Pearson criou um material exclusivo
para o uso digital. (Foto: Divulgação)
Conteúdo adaptado
“O custo do equipamento, a conexão de rede e a formação do professor são os três principais desafios do projeto digital como um todo”, explica Tadeu Terra, diretor-geral de material digital da Pearson, que levará, em parceria com o SEB (Sistema Educacional Brasileiro), 15 mil tablets a adolescentes do Ensino Fundamental e do Ensino Médio de 18 escolas do Brasil a partir de abril. “Desde 2009, desenvolvemos um projeto que possa atender essas três prioridades”, completou. Os colégios beneficiados com os tablets reúnem os sistemas COC, Pueri Domus e Dom Bosco.

Segundo Tadeu, não adianta levar o tablet ao aluno se todas as funções do equipamento não são aproveitadas. “No projeto da Pearson, tentamos integrar toda a parte digital, como vídeos, infográficos, interatividade, animações e exercícios colaborativos para que o aluno use o computador de forma plena, e não apenas lendo em PDF”.
O material já era utilizado por alunos no notebook e, a partir de abril, chegará aos estudantes por meio do tablet. “Esse sistema visa potencializar as funções do equipamento em sala de aula”. Em 2012, a Pearson planeja oferecer os tablets para todas as séries dos colégios parceiros. 
Professor Carlos Alberto Goebel Pegolo, da Universidade São Judas Tadeu, usa iPad em aula (Foto: Divulgação)Professor Carlos Alberto Pegolo usa seu iPad
no laboratório de automação. (Foto: Divulgação)
“As escolas terem tablet é um processo irreversível, pois ele é a mídia do futuro”, disse Chaim Zaher, diretor-presidente do SEB. "Em três anos, em torno de 65 mil alunos do SEB terão o equipamento", prevê. Em 2010, Zaher viajou à China para avaliar o melhor aparelho a ser adquirido pelos colégios. Alunos do ensino à distância da Universidade do SEB também receberão os tablets em abril para ajudar nos estudos em casa.
Professor também usa
Se o tablet ainda não chegou às instituições, professores levam o seu próprio aparelho para modernizar as explicações em aula. É o caso do professor Carlos Alberto Goebel Pegolo, da Universidade São Judas Tadeu. “Eu fiz algumas experiências com o meu iPad durante 2010. O tablet oferece uma maior mobilidade ao professor em aula”, conta.

Pegolo usou o aparelho durante as aulas no laboratório de automação. “Quando eu passava de mesa em mesa para ver as experiências dos alunos, o iPad me ajudava para complementar e corrigir os trabalhos ao puxar um vídeo da internet ou mostrar uma figura. Em vez de usar um caderno para rabiscar, eu usava o tablet”, explica.
Brasileiro usou iPad em curso na Suíça (Foto: Divulgação)Curso que Alexandre fez na Suíça disponibilizou
todo o material no iPad. (Foto: Divulgação)
Antes de chegar ao Brasil
Em 2010, um brasileiro experimentou ter a apostila disponibilizada em forma de iPad em uma universidade na Suíça. Em junho, Alexandre Franca Lima, executivo da Petrobras, participou de um curso de uma semana que, tradicionalmente, oferecia uma pasta enorme com todo o material em papel.

“Minha mulher participou do mesmo curso em 2008 e ela tinha que carregar uma apostila enorme, que acumulava o conteúdo de toda a semana”, conta Alexandre. A turma de cerca de 400 pessoas fez o primeiro teste com o iPad no ano passado. “Eu achei fantástico. Eu nunca tinha usado um e, para mim, foi facílimo”, conta.
“Além de eliminar o peso das apostilas, o campus da universidade tinha quatro prédios e cada aula era em uma sala diferente. A gente usava o Google Maps do tablet para buscar onde seria o próximo seminário. E, enquanto o professor nos mostrava o conteúdo no datashow, podíamos acessá-lo pelo iPad”. Como as turmas do curso não eram fixas, Alexandre também conta que o iPad facilitou a comunicação entre os alunos, que vinham de diversas partes do mundo.
Aplicativo The Elements para iPad (Foto: Reprodução)Aplicativo The Elements é uma tabela periódica
interativa para iPad. (Foto: Reprodução)
Aplicativos feitos para a aula
A loja de aplicativos da Apple disponibiliza ferramentas desenvolvidas especialmente para a sala de aula, como o “
The Elements", uma tabela periódica animada. “Esse é um dos aplicativos que planejo usar para a aula de Química”, conta Samuel. O app pode ser comprado por US$ 14 e possui versão apenas em inglês.

Outra opção é o “
Humman Body Encyclopedia D”, que custa US$ 1. O aplicativo ajuda os alunos a memorizar as partes do corpo humano e o nome dos órgãos. Como está disponível apenas em inglês, o app também pode ser usado para praticar o idioma.
O “iStudiez Pro”, aplicativo para organizar tarefas e horários das aulas, tem versão em português e é vendido por US$ 3. E o “Flashcards Deluxe” auxilia na criação de cartões de estudo que ajudam na memorização de aulas. Também só está disponível em inglês e custa US$ 4.

A loja de aplicativos para o sistema operacional do Google, Android, que roda no Galaxy Tab, da Samsung, também possui ferramentas para a educação. Confira no site
Android Market.

Laura Brentano Do G1, em São Paulo(http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2011/02/tablet-de-menos-de-1kg-vira-caderno-livro-e-apostila-de-alunos-no-brasil.html)

Será o fim das apostilas? ( http://revistaensinosuperior.uol.com.br)

Instituições de ensino começam a distribuir tablets para atrair alunos e reduzir custos com a impressão e distribuição de material

Salete Silva



Com os primeiros modelos lançados no Brasil apenas no final do ano passado, os tablets rapidamente cativaram o gosto do público jovem e ligado às novas tecnologias. A tendência é especialmente observada por instituições de ensino superior, que veem nesses computadores em forma de prancheta eletrônica uma oportunidade para conquistar novos alunos e reduzir custos, no médio e longo prazo, com a impressão e distribuição do material didático.

O fato é que os tablets possuem recursos adequados às atividades acadêmicas - como a possibilidade de incluir vários livros num único dispositivo, editar documentos, acessar fotos e vídeos, além de navegação na web - e, por isso, começam a ser incorporados aos projetos pedagógicos, de gestão e de tecnologia de algumas instituições.

Livros multimídia
Este ano, a Estácio de Sá adotou a substituição das apostilas pelos tablets. A iniciativa faz parte de um projeto de integração do modelo de ensino, que vem sendo desenvolvido pela instituição nos últimos dois anos e que receberá um investimento total de R$ 40 milhões num período de quatro anos, que vai terminar em 2012. Os alunos dos cursos de direito e gastronomia, no Rio de Janeiro, serão os primeiros a receber os dispositivos no qual vão poder revisar o conteúdo aplicado, fazer anotações pessoais, exercícios, trabalhos acadêmicos, realizar simulados, provas de concursos e acessar outros serviços entre os quais uma biblioteca virtual, com mais de 1.600 obras.

Já no Centro Universitário Uniseb Interativo COC, ao efetivar a matrícula, cada aluno aprovado no processo seletivo de 2011 recebeu um tablet sem custo adicional. O pró-reitor Jeferson Fagundes revela que a distribuição do tablet até agora aumentou em 26% o número de inscritos. Nos dispositivos os alunos têm acesso aos conteúdos dos livros referentes aos módulos do curso e também podem participar do ambiente virtual de aprendizagem da instituição, onde são disponibilizados manuais de estágios e de conclusão de cursos, textos complementares, roteiros de estudos, biblioteca virtual, secretaria, entre outros serviços.

Além de possibilitar a atração de alunos, a estratégia do grupo COC leva em consideração ganhos referentes à logística e à redução das despesas com a distribuição semestral de material para os 147 polos de ensino da instituição em todo o país. A consciência de preservação ambiental com o fim da impressão do material didático foi um outro fator avaliado pelo COC na hora de decidir pelo novo investimento.

Questão de economia
A reitora e diretora-executiva de Ensino da Estácio de Sá, Paula Caleffi, não tem dúvida quanto ao impacto ambiental positivo. Ela calcula que a transferência do material em papel para o meio digital deverá resultar em uma economia anual de 6 milhões de páginas impressas ou cerca de 240 milhões de páginas em cinco anos.

No grupo Estácio de Sá ainda não há dados estatísticos que mostrem o impacto do fornecimento dos novos equipamentos no aumento do número de matrículas. Mas a expectativa é que a nova tecnologia também reflita na expansão de inscrições. Nos próximos cinco anos, todos os alunos dos 17 estados abrangidos pelo grupo deverão receber o tablet.

Os aspectos econômico, ambiental e de atração, no entanto, podem não ser os únicos considerados na hora de decidir pela substituição do meio impresso para o digital. Com o uso dos dispositivos, o pró-reitor do Uniseb aposta também na inclusão digital e na melhoria da qualidade de ensino, com o estímulo da autoaprendizagem.

Para Fagundes, as tecnologias móveis facilitam o acesso aos conteúdos educacionais, promovem a interação com o tutor e permitem o diálogo com seus pares proporcionando maior autonomia no processo de ensino e aprendizagem.

Investir na capacitação de professores e alunos, porém, é uma ação importante e necessária para o melhor aproveitamento do equipamento. "Se não existir a interação entre professor, tablet e aluno, não adianta ter tecnologia de ponta em sala de aula", adverte o professor e doutorando pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em Engenharia de Computação Carlos Valente. De acordo com ele, os professores precisam ter conhecimento das diversas formas de explorar a nova tecnologia. "As redes sociais, por exemplo, podem ser integradas à estratégia pedagógica em sala de aula a fim de complementar o aprendizado", recomenda.

O presidente da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed), Frederic Litto, concorda. De acordo com ele, além de conhecer todo o potencial dos equipamentos, os professores vão ter de ter uma preocupação especial com o conteúdo ministrado porque o aluno terá mais subsídio para avaliar a qualidade da aula apresentada. "O professor tem de aprender a ser o arquiteto do curso", salienta.

Bibliotecas virtuais
O presidente da Abed lembra ainda outro benefício que o uso dos tablets pode trazer às instituições de ensino a longo prazo: a redução de custos com a manutenção de bibliotecas, já que o equipamento permite acessar o acervo de bibliotecas virtuais como a oferecida pelo Google. "Bibliotecas são um investimento alto para as instituições de ensino porque é necessário investir em estantes adequadas, climatização do ambiente, manutenção de serviço de limpeza e funcionários", destaca.

Lito acredita que, nos próximos anos, a oferta do Google Books deverá saltar dos atuais 5 milhões para 22 milhões de títulos disponíveis, o que significa possibilitar aos estudantes o contato com um acervo muito interessante nos próprios tablets.

Mas as bibliotecas físicas serão mantidas e devem continuar recebendo investimentos, pelo menos por enquanto. Na Estácio de Sá, Paula conta que ainda não há economia com biblioteca porque sua manutenção é norma do Ministério da Educação. "Se o MEC entender no futuro que a biblioteca virtual pode substituir a física, aí sim a virtual substituirá as demais", pondera.

Será o fim das apostilas? ( http://revistaensinosuperior.uol.com.br)

Instituições de ensino começam a distribuir tablets para atrair alunos e reduzir custos com a impressão e distribuição de material

Salete Silva



Com os primeiros modelos lançados no Brasil apenas no final do ano passado, os tablets rapidamente cativaram o gosto do público jovem e ligado às novas tecnologias. A tendência é especialmente observada por instituições de ensino superior, que veem nesses computadores em forma de prancheta eletrônica uma oportunidade para conquistar novos alunos e reduzir custos, no médio e longo prazo, com a impressão e distribuição do material didático.

O fato é que os tablets possuem recursos adequados às atividades acadêmicas - como a possibilidade de incluir vários livros num único dispositivo, editar documentos, acessar fotos e vídeos, além de navegação na web - e, por isso, começam a ser incorporados aos projetos pedagógicos, de gestão e de tecnologia de algumas instituições.

Livros multimídia
Este ano, a Estácio de Sá adotou a substituição das apostilas pelos tablets. A iniciativa faz parte de um projeto de integração do modelo de ensino, que vem sendo desenvolvido pela instituição nos últimos dois anos e que receberá um investimento total de R$ 40 milhões num período de quatro anos, que vai terminar em 2012. Os alunos dos cursos de direito e gastronomia, no Rio de Janeiro, serão os primeiros a receber os dispositivos no qual vão poder revisar o conteúdo aplicado, fazer anotações pessoais, exercícios, trabalhos acadêmicos, realizar simulados, provas de concursos e acessar outros serviços entre os quais uma biblioteca virtual, com mais de 1.600 obras.

Já no Centro Universitário Uniseb Interativo COC, ao efetivar a matrícula, cada aluno aprovado no processo seletivo de 2011 recebeu um tablet sem custo adicional. O pró-reitor Jeferson Fagundes revela que a distribuição do tablet até agora aumentou em 26% o número de inscritos. Nos dispositivos os alunos têm acesso aos conteúdos dos livros referentes aos módulos do curso e também podem participar do ambiente virtual de aprendizagem da instituição, onde são disponibilizados manuais de estágios e de conclusão de cursos, textos complementares, roteiros de estudos, biblioteca virtual, secretaria, entre outros serviços.

Além de possibilitar a atração de alunos, a estratégia do grupo COC leva em consideração ganhos referentes à logística e à redução das despesas com a distribuição semestral de material para os 147 polos de ensino da instituição em todo o país. A consciência de preservação ambiental com o fim da impressão do material didático foi um outro fator avaliado pelo COC na hora de decidir pelo novo investimento.

Questão de economia
A reitora e diretora-executiva de Ensino da Estácio de Sá, Paula Caleffi, não tem dúvida quanto ao impacto ambiental positivo. Ela calcula que a transferência do material em papel para o meio digital deverá resultar em uma economia anual de 6 milhões de páginas impressas ou cerca de 240 milhões de páginas em cinco anos.

No grupo Estácio de Sá ainda não há dados estatísticos que mostrem o impacto do fornecimento dos novos equipamentos no aumento do número de matrículas. Mas a expectativa é que a nova tecnologia também reflita na expansão de inscrições. Nos próximos cinco anos, todos os alunos dos 17 estados abrangidos pelo grupo deverão receber o tablet.

Os aspectos econômico, ambiental e de atração, no entanto, podem não ser os únicos considerados na hora de decidir pela substituição do meio impresso para o digital. Com o uso dos dispositivos, o pró-reitor do Uniseb aposta também na inclusão digital e na melhoria da qualidade de ensino, com o estímulo da autoaprendizagem.

Para Fagundes, as tecnologias móveis facilitam o acesso aos conteúdos educacionais, promovem a interação com o tutor e permitem o diálogo com seus pares proporcionando maior autonomia no processo de ensino e aprendizagem.

Investir na capacitação de professores e alunos, porém, é uma ação importante e necessária para o melhor aproveitamento do equipamento. "Se não existir a interação entre professor, tablet e aluno, não adianta ter tecnologia de ponta em sala de aula", adverte o professor e doutorando pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em Engenharia de Computação Carlos Valente. De acordo com ele, os professores precisam ter conhecimento das diversas formas de explorar a nova tecnologia. "As redes sociais, por exemplo, podem ser integradas à estratégia pedagógica em sala de aula a fim de complementar o aprendizado", recomenda.

O presidente da Associação Brasileira de Ensino a Distância (Abed), Frederic Litto, concorda. De acordo com ele, além de conhecer todo o potencial dos equipamentos, os professores vão ter de ter uma preocupação especial com o conteúdo ministrado porque o aluno terá mais subsídio para avaliar a qualidade da aula apresentada. "O professor tem de aprender a ser o arquiteto do curso", salienta.

Bibliotecas virtuais
O presidente da Abed lembra ainda outro benefício que o uso dos tablets pode trazer às instituições de ensino a longo prazo: a redução de custos com a manutenção de bibliotecas, já que o equipamento permite acessar o acervo de bibliotecas virtuais como a oferecida pelo Google. "Bibliotecas são um investimento alto para as instituições de ensino porque é necessário investir em estantes adequadas, climatização do ambiente, manutenção de serviço de limpeza e funcionários", destaca.

Lito acredita que, nos próximos anos, a oferta do Google Books deverá saltar dos atuais 5 milhões para 22 milhões de títulos disponíveis, o que significa possibilitar aos estudantes o contato com um acervo muito interessante nos próprios tablets.

Mas as bibliotecas físicas serão mantidas e devem continuar recebendo investimentos, pelo menos por enquanto. Na Estácio de Sá, Paula conta que ainda não há economia com biblioteca porque sua manutenção é norma do Ministério da Educação. "Se o MEC entender no futuro que a biblioteca virtual pode substituir a física, aí sim a virtual substituirá as demais", pondera.

Apostilas em formato de tablet ( Site Mania de Celular) http://www.maniadecelular.com.br

Instituições no Brasil estão buscando adaptar os seus padrões de ensino com as novas tecnologias. A iniciativa surgiu do grupo Estácio que a partir de agosto, vai distribuir aos alunos do curso de Direito do Rio de Janeiro e do Espírito Santo tablets com o sistema operacional Android. Cerca de 5,5 mil estudantes irão trocar as apostilas e o material didático pelo aparelho, que poderá ficar com o aluno depois de formado.
O diretor garante que não haverá custo adicional, pois a universidades está trocando a despesa de impressão e despacho, pelo tablet e a ideia é que isso chegue a todos os cursos.
Em Campinas, o mesmo acontece em um curso pré-vestibular do Colégio Integral, todos os alunos do curso serão presenteados com um iPad no início das aulas em março e no final do curso ao aluno fica com o tablet. Mas neste caso, haverá um aumento nas mensalidades devido ao formato personalizado e a turmas menores.
Os tablets facilitam o acesso à informação e tornam as aulas mais dinâmicas, afirma o diretor co cursinho. Todo o material didático, livros, jornais e revistas poderão ser encontrados nos tablets. As apostilas do cursinho serão disponibilizadas aos alunos em formato PDF, com restrição ao acesso as redes sociais e a sites que não estejam relacionados às aulas, sendo assim a conexão é somente wi-fi.
Visite e leia mais em  www.maniadecelular.com.br.

Apostilas em formato de tablet ( Site Mania de Celular) http://www.maniadecelular.com.br

Instituições no Brasil estão buscando adaptar os seus padrões de ensino com as novas tecnologias. A iniciativa surgiu do grupo Estácio que a partir de agosto, vai distribuir aos alunos do curso de Direito do Rio de Janeiro e do Espírito Santo tablets com o sistema operacional Android. Cerca de 5,5 mil estudantes irão trocar as apostilas e o material didático pelo aparelho, que poderá ficar com o aluno depois de formado.
O diretor garante que não haverá custo adicional, pois a universidades está trocando a despesa de impressão e despacho, pelo tablet e a ideia é que isso chegue a todos os cursos.
Em Campinas, o mesmo acontece em um curso pré-vestibular do Colégio Integral, todos os alunos do curso serão presenteados com um iPad no início das aulas em março e no final do curso ao aluno fica com o tablet. Mas neste caso, haverá um aumento nas mensalidades devido ao formato personalizado e a turmas menores.
Os tablets facilitam o acesso à informação e tornam as aulas mais dinâmicas, afirma o diretor co cursinho. Todo o material didático, livros, jornais e revistas poderão ser encontrados nos tablets. As apostilas do cursinho serão disponibilizadas aos alunos em formato PDF, com restrição ao acesso as redes sociais e a sites que não estejam relacionados às aulas, sendo assim a conexão é somente wi-fi.
Visite e leia mais em  www.maniadecelular.com.br.

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Anatomia das Unidades SSD – Solid State Drive

Introdução
As unidades SSD (Solid State Drive ou Unidade de Estado Sólido) são dispositivos de armazenamento de arquivos e programas assim como os discos rígidos, mas utilizam chips de memória flash para armazenar os dados em vez de discos magnéticos.

Como os dados são armazenados eletronicamente em vez de magneticamente, as unidades SSD são muito mais rápidas do que os discos rígidos por dois motivos: primeiro, porque não há conversão entre informação magnética e informação eletrônica; segundo, porque não existem partes mecânicas e, portanto, os dados estão disponíveis imediatamente, enquanto que nos discos rígidos você precisa esperar até que as cabeças se movam para a área onde os dados estão armazenados, o que leva algum tempo. Neste tutorial nós mostraremos a você como é uma unidade SSD por dentro e quais são os seus principais componentes.
A propósito, como os dados são armazenados em chips de memória, a unidade SSD não é um disco, o que implica dizer que “disco SSD” está errado”: prefira o termo “unidade SSD”.
Vamos primeiro falar sobre o formato externo. As unidades SSD podem ser encontradas em diferentes tamanhos físicos. Os mais comuns são 2,5” e 1,8”, já que esses são os mesmos tamanhos usados por discos rígidos para notebooks. É importante saber que o primeiro segmento de mercado que os fabricantes de unidades SSD queriam atingir era o mercado de notebooks, não o mercado para micros de mesa, por duas razões principais: as unidades SSD consomem menos energia do que os discos rígidos (esta diferença pode ser irrelevante para um micro de mesa, mas para um usuário usando o notebook na bateria isto deve ser levado em consideração) e são imunes a impactos (ou seja, você pode balançá-la e derrubá-la no chão que os dados armazenados na unidade SSD continuarão intactos; se você tentar a mesma coisa com um disco rígido poderá danificá-lo e acabar perdendo seus dados).
As unidades SSD podem ainda ser encontradas com diferentes tipos de interface, mas a interface SATA é a mais comum.
Na Figura 1 nós mostramos um exemplo de uma unidade SSD de 2,5” com uma interface SATA, que é o formato mais popular entre as unidades SSD.

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Figura 1: SSD de 2,5”.
Vamos agora ver como é uma unidade SSD por dentro.
Por Dentro de uma Unidade SSD
Na Figura 2 você pode ver o interior de uma unidade SSD. Existem três componentes principais: memória flash, controlador e buffer. Nós falaremos um pouco sobre esses componentes abaixo.
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Figura 2: Por dentro de uma unidade SSD.
Memória Flash
É onde os dados são armazenados. A memória flash, que é o mesmo tipo de memória encontrada nas memórias USB (“pen drives”) e cartões de memória de câmeras digitais, não perde o seu conteúdo quando sua alimentação elétrica é cessada, diferentemente do que acontece com a memória RAM principal do micro. As unidades SSD são caras porque utilizam muita memória flash.
As memórias flash podem ser fabricadas com duas tecnologias diferentes: NAND e NOR. O tipo usado em todos os dispositivos listados acima é NAND e por essa razão você poderá ver alguns fabricantes chamando memória flash de “NAND”. A tecnologia NOR permite a execução de programas e é basicamente usada em telefones celulares.
As memórias flash estão disponíveis em dois tipos diferentes de densidade de memória: SLC (Single-Level Cell ou Célula de Nível Único) e MLC (Multiple-Level Cell ou Célula de Múltiplos Níveis). Nos chips SLC cada circuito de armazenamento dentro do chip grava apenas um bit de informação, enquanto que nos chips MLC cada circuito armazena mais de um bit de informação. Por conta disso, os chips MLC são mais baratos do que os chips SLC, já que um chip MLC pode armazenar mais informações do que um chip SLC. Por esta razão as unidades SSDs que utilizam chips MLC são mais baratas, enquanto que unidades mais caras utilizam chips SLC.
Como os bits de dados dentro do chip estão mais próximos um do outro, os chips MLC apresentam uma taxa de erro maior. É importante notar que esses erros não são percebidos pelo o usuário: o controlador do chip tem um mecanismo de correção de erros que detecta tais erros e os automaticamente corrige. No entanto, localizar e corrigir os erros leva tempo, refletindo em um menor desempenho. Em outras palavras: chips MLC são mais lentos do que chips SLC.
Outra desvantagem dos chips MLC é que eles têm menor vida útil se comparado aos chips SLC (memórias flash têm uma quantidade finita de vezes que você pode gravar/apagar dados nelas). Normalmente chips SLC permitem até 100.000 ciclos de apagamento/escrita, enquanto que chips MLC permitem até 10.000 ciclos de apagamento/escrita. Alguns chips MLC mais baratos possuem um limite menor do que este.
Assumindo que você tenha uma unidade de 64 GB, esses limites permitem que você grave 64 GB de dados 100.000 vezes em uma unidade SLC e 64 GB de dados 10.000 vezes em uma unidade MLC.
Mas qual será a durabilidade da unidade? Isto dependerá do número de ciclos de escrita/apagamento que o usuário efetuar por dia. Se assumirmos um usuário médio gravando 50 GB de dados todos os dias, uma unidade MLC de 64 GB duraria 35 anos (64 GB x 10.000 / 50 GB / 365 dias) e uma unidade SLC de 64 GB duraria 350 anos (64 GB x 100.000 / 50 GB / 365 dias). É claro que para unidades MLC com um número máximo de ciclos de escrita/apagamento inferior a 10.000 você deverá ajustar as contas.
Obviamente dependendo do uso do computador você pode escrever bem mais do que 50 GB de dados por dia (por exemplo, servidores), drasticamente reduzindo a vida útil da unidade. É por isso que para o ambiente corporativo (servidores) o tipo de unidade SSD a ser usado é o SLC. Desta forma, unidades SLC são classificadas como "para ambientes corporativos" enquanto que unidades MLC são classificadas como "para consumidores".
Buffer de Memória
Um chip de memória SDRAM de baixo consumo é usado para acelerar a comunicação entre o controlador e a interface SATA.
Controlador
Este é o coração da unidade SSD e o componente que lhe dirá o quão rápido ela é. Algumas empresas fabricam este tipo de chip, incluindo a Indilinx, a Intel, a Samsung e a JMicron. Os controladores organizam a arranjo de memórias flash em “canais”, que em teoria podem ser acessados independentemente. Portanto um controlador com 10 canais provavelmente será mais rápido do que um controlador que organiza a memória em oito canais. Nós dissemos “provavelmente” porque o desempenho depende também de outros fatores. O chip controlador pode ainda ser chamado “SOC” ou “System on a Chip”.

Créditos p/ Clube do Hardware